{"id":460,"date":"2016-12-16T15:47:41","date_gmt":"2016-12-16T14:47:41","guid":{"rendered":"http:\/\/marismits.nl\/?p=460"},"modified":"2016-12-16T15:54:30","modified_gmt":"2016-12-16T14:54:30","slug":"traducao-portugues-do-livro-sobre-a-historia-de-holambra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marismits.nl\/?p=460","title":{"rendered":"Tradu\u00e7\u00e3o Portugu\u00eas do livro sobre a hist\u00f3ria de Holambra"},"content":{"rendered":"<p>Aeroporto de Schiphol, quarta-feira, 13 de fevereiro de 1988. Depois de mais de meio ano de prepara\u00e7\u00e3o, eu estava prestes a embarcar na primeira grande viagem de avi\u00e3o da minha vida. J\u00e1 estava acostumado a viajar, mas, ao chegar no aeroporto naquela fat\u00eddica quarta-feira, algo muito diferente me esperava. O voo me levaria para o Brasil, onde eu ficaria por ano. Como historiador interessado na emigra\u00e7\u00e3o holandesa, estava prestes a tornar-me eu mesmo um emigrante. A prepara\u00e7\u00e3o tinha o car\u00e1ter de uma emigra\u00e7\u00e3o. Minha ida ao Brasil foi preparada pelas antigas organiza\u00e7\u00f5es de emigra\u00e7\u00e3o holandesas. Isso significava, entre outras coisas, que precisei pedir um visto tempor\u00e1rio de emigra\u00e7\u00e3o, fazer um exame m\u00e9dico e assinar um contrato de trabalho.<\/p>\n<figure id=\"attachment_802\" aria-describedby=\"caption-attachment-802\" style=\"width: 196px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/holambra.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/CoverHolambraPortuguesSM.png\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-802 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/holambra.nl\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/CoverHolambraPortuguesSM.png?resize=196%2C279&#038;ssl=1\" alt=\"coverholambraportuguessm\" width=\"196\" height=\"279\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-802\" class=\"wp-caption-text\"><strong><a href=\"http:\/\/tulipana.org\/images\/PDF\/HOLAMBRA_Portugues_V20161212.pdf\" target=\"_blank\">Baixe<\/a><\/strong> a edi\u00e7\u00e3o Portugu\u00eas do livro de Mari Smits sobre a hist\u00f3ria de Holambra<\/figcaption><\/figure>\n<p>Depois de um voo com escala em Marrocos, cheguei na sexta-feira 15 de abril, de manh\u00e3 cedo, no novo aeroporto de Guarulhos, perto de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s recolher minha bagagem, fui \u00e0 procura de algu\u00e9m que me levaria para Holambra. N\u00e3o foi dif\u00edcil identificar Henk Klein Gunnewiek entre as pessoas que estavam aguardando. Eu o reconheci da sua publica\u00e7\u00e3o mimeografada intitulada \u201c<em>Mem\u00f3rias de um emigrante<\/em>\u201d. Henk guiou-me atrav\u00e9s de S\u00e3o Paulo e Campinas at\u00e9 o meu destino final: Holambra. Embora o centro desta vila de emigrantes ainda n\u00e3o tivesse sido enfeitado com v\u00e1rios elementos do estilo holand\u00eas, o vilarejo respirava claramente um ambiente holand\u00eas. Durante o ano em que vivi entre os emigrantes holandeses &#8211; ou melhor, imigrantes &#8211; acabei perguntando-me v\u00e1rias vezes se um novo futuro no Brasil seria algo interessante para mim. A resposta foi n\u00e3o; eu n\u00e3o me via como um imigrante e, portanto, preferi construir o meu futuro na Holanda. Apesar de viver um ano no meio de emigrantes, acabei sendo apenas um transeunte.<!--more--><\/p>\n<p>O motivo da minha ida ao Brasil era escrever um livro sobre a hist\u00f3ria de Holambra. Como estudante, me acostumara a escrever uma tese sobre um tema que estava al\u00e9m de mim. Agora, estava literalmente no meio do meu assunto. Nas entrevistas com os emigrantes pioneiros, falamos frequentemente sobre os primeiros anos dif\u00edceis de Holambra. Al\u00e9m dos emigrantes holandeses e seus filhos que nasceram no Brasil, Holambra tamb\u00e9m fora povoada por brasileiros, os funcion\u00e1rios da cooperativa ou das v\u00e1rias horticulturas, e tamb\u00e9m por brasileiros que abriram lojas ou bares. Embora a maioria da popula\u00e7\u00e3o holandesa esteja bem integrada na sociedade brasileira, surpreendeu-me o qu\u00e3o importante ainda era a rela\u00e7\u00e3o com a Holanda. Isso ficou evidente pela presen\u00e7a de jovens emigrantes holandeses e jovens holandeses que permaneciam por um tempo menor em Holambra para fazer um est\u00e1gio. Para os emigrantes mais idosos e seus filhos &#8211; os &#8220;Holambreses\u201d &#8211; a rela\u00e7\u00e3o com a Holanda era indispens\u00e1vel, n\u00e3o s\u00f3 culturalmente, mas tamb\u00e9m economicamente. O conhecimento da produ\u00e7\u00e3o e venda de flores e plantas foi a base do desenvolvimento de Holambra, conhecida hoje com a Cidade das Flores do Brasil. Em 3 de abril de 1989, poucos dias antes do meu retorno \u00e0 Holanda, fui testemunha deste desenvolvimento, com a inaugura\u00e7\u00e3o do Leil\u00e3o de Holambra. Os primeiros leil\u00f5es aconteciam com o levantar das m\u00e3os, agora \u00e9 tudo automatizado em um complexo de leil\u00e3o de ponta \u00e0 beira da rodovia Campinas Mogi Mirim. Durante o ano em que estive hospedado em Holambra, ficou claro que a fala da l\u00edngua holandesa estava sob muita press\u00e3o, mas, atrav\u00e9s de voos frequentes e mais econ\u00f4micos, era poss\u00edvel manter os v\u00ednculos com a Holanda.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/holambra.nl\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Paupiek.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-264\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/holambra.nl\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/Paupiek.jpg?resize=600%2C363&#038;ssl=1\" alt=\"Paupiek\" width=\"600\" height=\"363\" \/><\/a>A hist\u00f3ria de Holambra mostra que a emigra\u00e7\u00e3o era mais do que abrir m\u00e3o de velhos costumes, aprender uma nova l\u00edngua e familiarizar-se com uma nova cultura. Desde o in\u00edcio da col\u00f4nia, Holambra correspondia \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de transnacionalismo: os emigrantes que formam um v\u00ednculo entre seu pa\u00eds de origem e o pa\u00eds de resid\u00eancia. De acordo com a defini\u00e7\u00e3o de 1992, os emigrantes que mant\u00eam este v\u00ednculo n\u00e3o s\u00e3o emigrantes comuns, mas transmigrantes. Eles desenvolvem e mant\u00eam m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es &#8211; familiares, econ\u00f4micas, sociais, organizacionais, religiosas e pol\u00edticas &#8211; al\u00e9m das fronteiras. Interagem, tomam decis\u00f5es, se engajam e desenvolvem sua identidade dentro das redes sociais que os conectam com duas ou mais sociedades. Nos primeiros anos, a maioria dos moradores de Holambra tinha poucas oportunidades de manter um v\u00ednculo com a p\u00e1tria. Costumavam escrever cartas aos parentes e recebiam cartas em resposta, assim mantendo-se informados sobre o estado das coisas na Holanda. Apenas alguns &#8211; especialmente os lideres dentro da comunidade &#8211; tinham oportunidade de viajar com frequ\u00eancia para a Holanda. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o era grande a influ\u00eancia da Holanda durante os primeiros anos de Holambra.<\/p>\n<p>Em abril de 1988, comecei uma pesquisa hist\u00f3rica em Holambra que, em 1990, levou \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de <em>Holambra<\/em>.<em> Hist\u00f3ria de um sonho holand\u00eas do futuro em uma realidade brasileira 1948-1988.<\/em> O livro dava continuidade \u00e0 minha tese que tratava da emigra\u00e7\u00e3o de cat\u00f3licos holandeses como tema central. A base para o meu livro foram os arquivos privados holandeses, como os arquivos do Katholieke Nederlandse Boeren- en Tuindersbond (a Associa\u00e7\u00e3o Neerlandesa dos Lavradores e Horticultores Cat\u00f3licos ou KNBTB) e do fundador de Holambra, Geert Heijmeijer. No Brasil, dediquei-me \u00e0s pesquisas dos arquivos da cooperativa, essenciais em revelar os desenvolvimentos internos dentro dessa comunidade de emigrantes. O mais especial foi que conduzi a minha pesquisa entre as pessoas que tinham vivenciado esta hist\u00f3ria e podiam contar sobre ela. Assim, virou uma hist\u00f3ria viva. Meu livro foi a primeira tentativa de narrar a conturbada hist\u00f3ria de Holambra. Dez anos depois, Kees Wijnen repetiu o feito com o seu livro <em>Holambra. Cidade das Flores aconteceu de novo, <\/em>com uma grande diferen\u00e7a, pois seu livro foi o resultado de uma estreita colabora\u00e7\u00e3o com os moradores de Holambra. Portanto, seu livro revela menos detalhes sobre o in\u00edcio turbulento de Holambra, estando mais voltado para os desenvolvimentos dentro da pr\u00f3pria comunidade.<\/p>\n<p>Quando, cinco anos atr\u00e1s, as \u00faltimas c\u00f3pias do meu livro se esgotaram, sugeriram que eu reimprimisse este livro. Isto n\u00e3o me pareceu uma boa ideia, j\u00e1 que meu livro se baseara em fontes que estavam dispon\u00edveis naquele momento. Enquanto isso, os arquivos do governo holand\u00eas tinham se tornados p\u00fablicos e foram transferidos aos Arquivos Nacionais em Haia. Decidi fazer uma nova pesquisa e comecei &#8211; usando a fotografia digital &#8211; a explorar fontes ainda desconhecidas para mim. O resultado da nova pesquisa \u00e9 esta publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O meu antigo livro estava voltado para o desenvolvimento de Holambra durante os primeiros quarenta anos de sua exist\u00eancia, com \u00eanfases nos primeiros anos turbulentos. Neste novo livro, os primeiros anos desempenham um papel central e n\u00e3o tentei esmiu\u00e7ar os acontecimentos a partir dos anos sessenta. Por isso, o livro descreve o desenvolvimento de Holambra apenas at\u00e9 o in\u00edcio da d\u00e9cada de sessenta, e conclui com a funda\u00e7\u00e3o de Holambra II. A abordagem que escolhi era organizacional, ou seja, entender o envolvimento holand\u00eas em um projeto de coloniza\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds estrangeiro. Queria principalmente analisar qual fora o papel dos atores holandeses (a KNBTB, o governo holand\u00eas e representantes diplom\u00e1ticos holandeses) na funda\u00e7\u00e3o de Holambra e no desenvolvimento da col\u00f4nia. A partir dessa perspectiva, o papel dos emigrantes se destaca menos, apesar de ter sido muito maior. Sem as fam\u00edlias de emigrantes que se estabeleceram em Holambra ou que sa\u00edram de l\u00e1, a hist\u00f3ria teria sido apenas uma hist\u00f3ria organizacional. Sua decis\u00e3o de emigrar, de permanecer em Holambra ou de sair de l\u00e1 criou um dinamismo que teve um grande impacto na rede administrativa em torno de Holambra.<\/p>\n<p>Este livro ainda n\u00e3o conta a hist\u00f3ria completa de Holambra. H\u00e1 apenas algumas indica\u00e7\u00f5es sobre o papel dos atores brasileiros (principalmente o Governo Federal e o Governo do Estado de S\u00e3o Paulo). Espero que, no futuro, um historiador brasileiro aproveite este livro para aprofundar a pesquisa nos arquivos do Brasil sobre o papel do brasileiro na funda\u00e7\u00e3o de Holambra ou no estabelecimento de emigrantes holandeses.<\/p>\n<p>Mari Smits<\/p>\n<p><span id=\"result_box\" class=\"\" lang=\"pt\"><span class=\"\"><a href=\"http:\/\/tulipana.org\/images\/PDF\/HOLAMBRA_Portugues_V20161212.pdf\" target=\"_blank\">Baixe<\/a> a edi\u00e7\u00e3o<\/span> portugu\u00eas <span class=\"\">do livro <\/span><span class=\"alt-edited\">sobre <\/span><span class=\"\">a hist\u00f3ria<\/span> <span class=\"\">de Holambra.<br \/>\n<span id=\"result_box\" class=\"short_text\" lang=\"pt\"><a href=\"https:\/\/www.bol.com\/nl\/p\/holambra\/9200000054674869\/?suggestionType=suggestedsearch\" target=\"_blank\">Compre<\/a> a vers\u00e3o holandesa deste livro<\/span><br \/>\n<\/span><\/span><\/p>\n<p>Traduzido por Alexandra de Vries.<\/p>\n<p><span style=\"border-radius: 2px; text-indent: 20px; width: auto; padding: 0px 4px 0px 0px; text-align: center; font: bold 11px\/20px 'Helvetica Neue',Helvetica,sans-serif; color: #ffffff; background: #bd081c  no-repeat scroll 3px 50% \/ 14px 14px; position: absolute; opacity: 1; z-index: 8675309; display: none; cursor: pointer;\">Bewaren<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aeroporto de Schiphol, quarta-feira, 13 de fevereiro de 1988. 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